quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Navios sempre partem.

São 15 pras 1 da matina. Aquela mensagem enviada sequer fora recebida. Deve estar ocupado de mais para permitir que o aparelho eletrônico lhe atrapalhe com coisas da "internet", logo você viciado em Pokemon Go, Instagram, e outras coisas mais. Vai saber que fazes.

No fundo o coração é como uma âncora presa às profundidades do oceano de amor que tenho para oferecer, e a razão é a força da tripulação fisiológica da tripulação do meu cérebro tentando ao máximo e aos berros "levantar âncoras!"

Acho que esse foi o problema para tudo parecer que não deu e não continuará dando certo: eu tinha muito para oferecer, você não precisava ou não estava preparado. Vou recolher minhas âncoras, meu navio precisa seguir viagem, por mais turbulenta que possa ser, ainda assim continuará a flutuar nesse oceano de amor que tenho para oferecer: em outra baía, em outro golfo, em outro arquipélago vou lançá-las novamente, as âncoras que querem muito se manter firmes para sempre no mesmo lugar, mas nem por isso lhes são permitidas tal honra.

Demorará eu sei, me conheço, mas Colombo não chegou à América da noite pro dia, muito menos eu assim encontraria um novo amor.

Vida que segue, o navio precisa partir.

domingo, 9 de outubro de 2016

PRECISAMOS FALAR SOBRE O AMOR


      Parece ser um consenso para toda a humanidade quando se fala em relacionamentos interpessoais a necessidade de se ter, sentir e dar amor. É como se vivêssemos uma vida incompleta se não amarmos, e para estarmos completamente vívidos precisamos de tempos em tempos amar. Não vou mentir, minha vida sempre foi muito mais fácil quando eu não sabia o que era o amor.

      Sim, hoje eu amo, e amo muito. Em muitos momentos sinto a reciprocidade, e ela é muito boa. O tempo compartilhado juntos, as preocupações e o companheirismo são partes positivas de um relacionamento amoroso. Entretanto por mais gostoso que me possa ser amar alguém mais, esse sentimento parece agregar pouco a minha vida. Como se fosse algo para ser sentido, e apenas isso.

     Sou dessas pessoas que acreditam que todos quando recebemos a vida orgânica a devemos utilizar pensando nos antepassados que nos conquistaram muitas coisas, e pensando em conquistar coisas para o futuro para que a humanidade possa sobreviver. Este me é o sentido da vida humana, um sentido que pode ser animalesco por se pautar na reprodução da espécie, mas é acima de tudo fundamental, afinal não haveria amor humano se não houvesse vida humana.

         Portanto, viver uma vida em que se quer sentir e apenas sentir sem construir me parece algo constantemente inócuo, sem sentido, sem relevância. Se é para amar, que se ame construindo e que sejam com pessoas que queiram construir também. Mas nesse mundo de como a humanidade tem vivido suas paixões, seus amores, seus relacionamentos, cada vez mais percebo o quanto possivelmente em um futuro próximo não me encaixarei nisso.

     Quando digo que precisamos falar sobre amor, falo sobre o fato de que precisamos respeitar as pessoas que não querem amar. Há de ser imperativo ao ser humano vivenciar o amor? Uma experiência que certamente deverá perpassar para adquirir conhecimentos interpessoais relevantes, entretanto essa constante de amar e amar não me parece deter de relevância, pessoal minha evidentemente.

       Se me dizem que viveram uma vida bem vivida porque amaram e foram amados penso comigo mesmo “que bom”, mas sei que para a humanidade pouco contribuiu. Possivelmente essas pessoas que muito amaram podem ter contribuído para estabilidades emocionais e psicológicas, não sei.


       No fundo, o que estou querendo dizer é que quando permiti amar cometi erros. E que em determinada parte do meu ser existe uma pressão para que eu renuncie ao amor. E francamente, minha vida continuaria fazendo total sentido, para mim.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Problema Sou Eu [...]

[...] não no sentido que eu erro e que acabo estragando tudo. Falo que o problema sou eu por não olhar sob as perspectivas corretas. Ultimamente ando refletindo sobre como nos importamos com tantas pessoas que não se importam conosco, e quando o fazem parece ser ação de obrigação.

Mas esse é o problema, o meu problema, também eu espero que pessoas erradas se importem comigo. Ao rever a perspectiva, mudar o ângulo de visualização percebo e encontro várias pessoas que se importam realmente como estou, mas o problema era eu não estar me importando tanto assim com elas. De algo que eu me sentia atingido, em verdade já era um criminoso de longa data.

É hora de se importar com quem merece, com aqueles que durante a infância e adolescência  sempre estiveram contigo, é hora de perceber qual o meu problema. É hora de seguir em frente e aprender que a vida também é sobre saber a hora de ir embora.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

SOBRE A COMPAIXÃO E A ARTE DE RELEVAR

Na vida todos somos, de uma maneira ou outra, traídos, machucados, ofendidos, esquecidos, destruídos e amados. E nessa trajetória chamada vida, seja amorosa, afetiva ou amigável, duas artes são muito importantes: relevar e compadecer-se, ou sentir compaixão.

Relevar é ter um escudo contra as coisas ruins, não permitir que elas te atinjam, não se importar, é a arte de manter-se gélido e frio frente as situações mais sofridas que se pode passar. Compaixão é absorver e dissipar as coisas que te afligem. Relevar é a arte de quem ama e não quer, compaixão de quem acima de tudo quer amar. Relevar protege, compaixão supera.

Relevar afasta os dois, compaixão aproxima pelo menos um.

Relevar machuca ao outro, compaixão entende.

Relevar destrói o outro, compaixão constrói.

Relevar é a arte de egocêntricos, compaixão de quem entende altruísmos

Entre relevar e compaixonar-se, se é que isso existe, preferiria relevar, mas dominar a arte da compaixão me permite viver bem a longo prazo, mesmo que o agora seja absolutamente doloroso.

domingo, 10 de julho de 2016

Análise de Riscos para Investimentos Futuros: Amar.

que aprendi do amor é bem simples, ele tem a capacidade de nos impulsionar a fazer as coisas certas, ao mesmo tempo que consegue bloquear o certo que devemos fazer em outras.
No fundo, amor é sobre análise de risco, e os riscos são grandes, enormes, e com maior quantidade possível de variáveis que tiver melhor será sua projeção. Entretanto analisar os riscos do amor não lhe coloca rédeas, não o controla, muito menos o define. Analisar os riscos no amor é pelo menos ter a capacidade de saber a probabilidade de ser trouxa, aproveitar o máximo e melhor que consegues.
Amor é investimento, não no sentido mercantil da palavra, mas no sentido de projeção de futuros. Se por vezes ganhamos mundos, em outras o fundo do poço é o que nos espera.
Mas é como diz o ditado militar, dos meus favoritos por sinal: "Para saber o resultado da batalha é preciso lutá-la." 
E assim vamos levando a vida nas madrugadas de domingo em que acordas e ficas sem sono.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Amar é uma Distopia

4 horas dessa madrugada.

Se por anos o que me fazia escrever esse horário eram minhas concepções políticas e sociais, hoje, ironicamente são questões afetivas que me fazem perder o sono à noite. Nesses escritos políticos amadureci muita coisa, possivelmente os ensaios sobre afetividades façam com que amadureça esse outro lado.

Lado que tranquei durante muito tempo, por simplesmente achar irrelevante e uma distração desnecessária. Hoje pago o preço por muito tarde ter me permitido apaixonar. Não tem problema, a vida é feita de sonhos esmagados, pois todas as grandes pessoas dessa humanidade já caminharam sobre o pó de suas antigas ilusões.

Amar é viver, pelo menos até agora, uma distopia. Ensinado a amar de uma maneira reta, monogâmica, sem espaços para flexibilidades, a racionalidade afetiva se faz necessária para entender que relacionamentos não são assim "tão preto no branco", e que o colorido por vezes criado não é de nosso agrado, e nem sempre deve ser, afinal nem sempre queremos a chuva para ver um arco-íris.

Distópico é amar. Esmaga toda essa ilusão. Dizem que amor é bom quando amar a quem tu amas seja algo fácil de fazer, viver e sentir. Não tá fácil, mas seguramos forte, afinal a esperança é algo muito bonito de se ter.

Amar é distópico. Anti-utópico pois nem sempre você é o amor recíproco, ou a única reciprocidade. Distópico, pois mesmo que te sintas fortemente agredido a primeira coisas que pensas é em perdoar. E já sabes, que vais perdoando enquanto der. E no "enquanto der" digo enquanto houverem ilusões a se tornar pó.

Mas aprendi algo muito bonito com minha vó: perdoai e tenha compaixão. Perdoar o faço constantemente, principalmente por ter essa compaixão estranha de me colocar em seu lugar, apesar de nunca querer fazer com ninguém o que se faz comigo.

Provavelmente, no final, essa distopia do amor atual destrua tudo aquilo que eu imaginava sobre amar ao outro, e construa novas formas de entender o que é amar. Talvez seja impossível amar a apenas uma pessoa no sentido de paixão entre enamorados, ou talvez seja canalhice mesmo.

Só sei que meu amor apaixonado continua, e aos poucos vou construindo um outro tipo de amor daqueles que usarei e darei não somente a pessoa especial que então amando estou, mas a todas as outras que de alguma forma entram em minha vida.

Parece que amor tem mais a ver com compaixão do que com fidelidade e exclusividade, mas ainda não entendi como lidar bem com isso. Ou se, por estar apaixonado, estou confundindo e permitindo que alguns princípios meus se afrouxem para tornar a ter a meu lado a paixão que imagino me fazer bem.

Distopia é amar, porque além de fazer bem, também faz muito mal.

No final, nas histórias futuras e no desenrolar da carroça poderei responder a pergunta:

Se amar é mesmo uma coisa distópica, ou se minha afeição por ser trouxa fez eu entender tudo errado sobre o que é amar.

Feliz 60 dias. rs

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Sobre os problemas de transbordar ou porque queria não gostar tanto assim

Hoje você me disse que eu era o "intruso" nessa história toda complicada que temos. Em nossa relação é sobre mim que recai toda a responsabilidade dela vingar ou não. Já me coloquei em seu lugar, já tentei ser mais razoável, relevar, sufocar o que me incomodava. Mas certas coisas bastam. Não sou intruso de nada, não me sacrifiquei tanto porque quis racionalmente, hoje me pego apenas querendo arrancar de dentro de mim tudo isso que sinto, e passar direto para aquele dia em que nada mais me segurasse a ti.

Só queria não gostar tanto assim. Só queria não ser afetado tanto assim.