quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ECOS MUDOS DE UM DOMINGO À NOITE

Não faz mal
Não faz bem

Agarra-se a mim
De forma tal
Que a alma ecoa
- a ponto de chorar
Achando o riso
De poder estar
Sim! -Feliz contigo.

Não sei como tal coisa nomear
Guri, pára! Pára de chorar.

Não é saudade ou tédio
Solidão nem medo
Insegurança
Com pouco de esperança
Te cansa. Não mostra a que veio
Te quebra, faz trança
Como no fim de uma transa
Ficas em devaneio.

Sentes tudo ali
Vês que em frente
Nada há
Por mais que tente
Não podes negar
Ele te balança

É coisa da cabeça
Esqueça!
Esqueça guri!
Deixa a vida levar
O vento voar
A chuva molhar
O mundo girar
Deixe o domingo
Acabar.

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