sexta-feira, 27 de novembro de 2015

POR QUE ESSA SENSAÇÃO DE QUE VOU TE PERDER?



Essa noite sonhei estar em um avião viajando para uma cidade nova, com novas emoções, com novas necessidades, indo pra longe de tudo e deixando tudo aqui, entretanto no meio deste me desesperei, afinal por qual motivo eu abandonaria o que estava construindo aqui?

Eis que percebo então que o avião começa a cair, como se algo ocasionasse a queda de todos os meus objetivos, sonhos, metas. Caímos, sobrevivi, eu e mais quatro.

Essa é uma daquelas vezes em que acordas a noite e pegas o celular imediatamente para ver se algo aconteceu: nada, sem respostas. E então começa a pensar sobre tudo que tens feito nos últimos meses, quais foram suas prioridades, seus anseios, suas dificuldades.

E surge então aquilo que sempre te revira a cabeça. Quantas vezes corresse atrás de quem não devia esse ano Guilherme? Quantas vezes negligenciasse quem gostava de ti por essas pessoas que não valiam a pena? E ao sinal de tudo isso estar voltando, como se novamente fosse possível essas situações derrubarem "o meu avião", cresce aquela pulguinha perguntando: "vale a pena mais uma vez correr atrás?"

Sim eu corro atrás, mas depois de um tempo quando não sinto que há respostas, conexões, simplesmente paro, esqueço.

Dói, sempre dói. Mas não quero mais gastar minhas energias, atrasar meus objetivos pelo que quer que seja.

E o pior de tudo, sei que amanhã ou depois estarei bem, permitirei mais uma vez que entres em minha vida, faça um reboliço nela e saias, de fininho, à francesinha, ignorando.

Essa indefinição está me deixando louco, não tenho mais tempo. Por não ter mais tempo, por ter de ir para outros lugares, e não querer. Por ter de correr novamente, loucamente, atrás, e não querer. Por ter de dar tempo que não tenho. Eu sinto que vou te perder, mas não quero.

Não tenho mais tempo para indecisão. Preciso decidir.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

NÃO VIVA O MUNDO PELOS SENTIMENTOS DOS OUTROS

Não se mede o amor e o respeito pelos olhos do outros. Posso amar alguém que não me ama, respeitar quem não me respeita. Reciprocidade é uma dádiva e deve ser valorizada. Mas não é possível viver do que sentem por você.
O seu mundo é aquele que você vê. Esse não é um egoísmo maldoso. É apenas uma certeza de que você faz o que te faz bem e de que tudo é ganho. O café dividido, meia hora sem pensar nos problemas.
O que é recíproco tem o peso da intensidade e da eternidade. É maravilhoso, mas é contado. Quem é recíproco se conta nos dedos. O mundo é dos voláteis. E sofrer por isso é uma opção sua.
Meça suas entregas pelo seu desejo de entregar, não pelo do outro de receber. Sinta por você. Ame a quem amar por você amar. Assuma os riscos por você. A felicidade está nos olhos de quem vê, não no jeito que os outros a enxergam.


Retirado de: http://www.entendaoshomens.com.br/nao-viva-o-mundo-pelos-sentimentos-dos-outros/

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CAPRICORNIANO QUE SOU

Ultimamente fiquei viciado em horóscopo, mesmo sabendo que ele não tem o menor sentido científico. Dele aprendi que, por ser capricorniano, sou desses que levam as coisas devagar, que querem amar, mas se fecham ao ponto de se abrir e permitir que alguém entre, para conhecer o quarto de dentro, somente quando esta pessoa tiver sua total confiança.

É como se o capricorniano avaliasse seu parceiro e decidisse: “me permitirei apaixonar.”

Capricorniano é aquele ser que antes de tudo sabe se amar, nas solidões de sábado a noite descobre e se diverte com seus próprios segredos. Segredos íntimos que quase ninguém um dia poderá rir com ele. Se ama nos domingos de sol, e nas sextas em que faz sua própria janta. Se ama acima de tudo quando passa a conhecer o que gosta e o que não gosta, o que quer e o que não quer. Não demonstra seus sentimentos, os esconde, mas quer acima de tudo que alguém os perceba e decifre, e se essa pessoa aparecer, mesmo escondendo com todas as suas forças, ela ganhará sua atenção.

Ganhará atenção porque não é mais apenas uma pessoa aventureira, decifrar um capricorniano que sou, chato e grosso, precisa resiliência, estabilidade, persuasão, dedicação. Não sou e não somos fáceis.

Capricorniano que sou, não quero amores hollywoodianos, não quero ficar sem ar com declarações escandalosas a todo momento. Uma declaração aqui outra ali tudo bem. Carinho é fundamental, mas estar do lado, na labuta, é primordial. Não quero pessoas aventureiras, que nos jogam para cima querendo nos levar às alturas, e quando voltamos à terra simplesmente nos deixam cair no chão duro, esparramadas, doídas.

Quero um amor em forma de balão de ar quente, que suba tranquilo ao paraíso, mas com intensidade. Que seja estável, mas nunca pare de se movimentar. E se for para voltar a terra, que desçamos devagar, juntos, como companheiros.


Capricorniano que sou, não acredito em horóscopo, apenas o uso para dizer coisas que não diria a ninguém.

ECOS MUDOS DE UM DOMINGO À NOITE

Não faz mal
Não faz bem

Agarra-se a mim
De forma tal
Que a alma ecoa
- a ponto de chorar
Achando o riso
De poder estar
Sim! -Feliz contigo.

Não sei como tal coisa nomear
Guri, pára! Pára de chorar.

Não é saudade ou tédio
Solidão nem medo
Insegurança
Com pouco de esperança
Te cansa. Não mostra a que veio
Te quebra, faz trança
Como no fim de uma transa
Ficas em devaneio.

Sentes tudo ali
Vês que em frente
Nada há
Por mais que tente
Não podes negar
Ele te balança

É coisa da cabeça
Esqueça!
Esqueça guri!
Deixa a vida levar
O vento voar
A chuva molhar
O mundo girar
Deixe o domingo
Acabar.